Mediação: a ferramenta inteligente para resolução de conflitos

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Desde que os seres humanos passaram a viver em sociedade em momentos de conflito sempre houve uma terceira pessoa consultada para auxiliar na resolução de problemas. Normalmente alguém com mais idade, ou com experiência no assunto em questão, que transmitia segurança e confiança para os envolvidos, exercendo um poder mediador.

Com o passar do tempo a realidade não é diferente: sempre haverá pessoas para auxiliarem aqueles que necessitem de um mediador de conflitos. Isso acontece porque é muito mais fácil, e inteligente, chegar a uma decisão com o apoio de alguém que tenha uma visão externa, e muitas vezes diferente daqueles que estão envolvidos nos fatos.

Na atualidade a mediação é reconhecida pelo Poder Judiciário, que utiliza tal ferramenta não somente para diminuir a quantidade de processos como para tentar recompor a convivência dos envolvidos. Assim, as relações humanas podem ser reatadas, gerando uma situação de ganha-ganha todas as partes envolvidas.

A exposição deste tema serve como uma reflexão: o ato de mediar pode ser aplicado em qualquer momento, por qualquer pessoa. Mas nós, mulheres, apresentamos uma capacidade nata na arte de mediar, seja pelo autoconhecimento ou pelo modo como vimos sendo educadas.

Dessa forma, podemos usar essa predisposição como uma ferramenta inteligente para a vida. A cada momento que paramos para refletir, antes de tomarmos qualquer decisão ou atitude, esta terá a possibilidade de ser mais adequada, por não ter sido realizada no calor dos acontecimentos. Estamos nos automediando: podemos vislumbrar opções não antes vistas em momentos que nos permitimos uma análise prévia, antes da tomada de uma decisão.

A mediação cabe a toda hora e em todo momento, desde que ambas as partes estejam predispostas a se recomporem – independentemente se for uma pendência judicial, problemas com a vizinhança ou familiares, desentendimentos no trabalho ou nos negócios, até mesmo em conflitos pessoais e/ou emocionais. Devemos perceber que todo conflito tem solução, e que podemos mediá-los de maneira a achar uma saída que permita a harmonia da convivência em todas as nossas relações.